Oficialmente ex-consumista

Chegou ao fim

Agora sou uma ex-consumista oficialmente!

Falta apenas dia para eu ser uma ex-consumista oficialmente!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A minha maior paixão

            Foi preciso muito tempo, muita dúvida e muita serenidade para compreender que fiz uma escolha definitiva há alguns anos. Diferente de todas as outras vezes em que escolhi, essa precisava ser de verdade, do íntimo, do mais puro e de coração. Não poderia trocar da mesma forma que trocamos uma roupa de número errado, um namorado cafajeste ou um produto vencido. Esta foi uma escolha para toda a vida.
           
            Tudo o que já fiz nessa vida foi aprender. Aprender e ensinar são para mim os verbos mais ricos e puros da língua portuguesa. Aprender e ensinar são como ruas sem saída e, uma vez que estamos nelas, não podemos jamais abandoná-las. Nunca pensei que precisaria fazer isso, mas vamos lá:

            EU ESCOLHI SER PROFESSORA. Não escolhi ser professora por falta de opção, por estar perdida ou porque é a profissão da minha mãe. Escolhi ser professora porque creio que é a mais NOBRE das profissões, a mais BONITA, a mais DIFÍCIL, a mais DESAFIADORA e a ÚNICA com a qual me IDENTIFICO.

            Não me importo em passar domingos preparando aulas ao invés de passear com o namorado. Não vejo problemas em ficar quase maluca corrigindo provas e temas. Não me arrependo de ter uma profissão tão mal remunerada. Não sei se saberia ter qualquer outra profissão que não fosse a de professora.

            Tenho pena das colegas que fazem o que fazem por falta de opção. Lamento que sofram tanto por termos salários tão injustos e reconhecimento zero. Não as culpo por viverem o tempo todo reclamando. Somos humanos e, como tais, estamos sempre insatisfeitos.

            Escolhi ser professora porque não me importo de passar 90% do tempo pedindo que trinta e três adolescentes que odeiam inglês sejam legais comigo e prestem atenção. Escolhi ser professora porque tenho um prazer indescritível em olhar nos olhos dos meus alunos e saber que eles confiam em mim enquanto eu confio neles. Escolhi ser professora porque não consigo imaginar a minha vida sem a docência.

            Escolhi ser professora quando brincava de dar aula para alunos invisíveis, com giz e quadro verde, no pátio de casa. Escolhi ser professora, mesmo quando uma de minhas mestras favoritas me disse que por gostar de escrever não deveria necessariamente fazer Letras, porque eu poderia ser médica, advogada e ainda assim escrever livros. Escolhi ser professora em todas as aulas maravilhosas que tive o prazer de ter, com professores tão maravilhosos. Escolhi ser professora porque apesar de todos os “poréns”, esta é a minha vida.

            Pensei muitas vezes em desistir. Achei que poderia ser jornalista, talvez trabalhar com moda. Pensei que ser professora era ser menos: menos reconhecida, menos favorecida, menos rica. Pensei que seria professora apenas porque me disseram para ser. Pensei que ser professora era uma simples função. Felizmente, me enganei.

            Sempre acreditei nas minhas utopias, por isso gostaria de agradecer e oferecer essa singela homenagem a todos os professores que conheço, aqueles que foram meus mestres, aqueles que são meus colegas e aqueles que virão a reconhecer suas vocações no futuro. Não sei se existe algo neste mundo que me faça tão feliz quanto estar em sala de aula e, por esse motivo, premeditando todas as possíveis voltas que a vida dá, gostaria de deixar registrado que, apesar de todo o consumismo, de todas as questões existenciais e todas as reflexões, termino essa viagem consumista estando ainda mais certa de qual é e sempre será a minha maior paixão.

            Peço desculpas por fugir ao tema, mas senti que precisava fazer isso. Voltamos a nos ver no próximo blog. Bye!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Novidades

            Nunca fui boa em despedidas, sobretudo quando sinto que são definitivas. Mas, essa é uma despedida suave, um “até breve”, porque o tempo passou, as mudanças vieram e os consumismos foram substituídos gradativamente por outros vícios ou soluções. A melhor parte de tudo isso foi ter escrito um blog e ter feito tanta revolução em mim mesma, com a ajuda sem igual dos meus amigos leitores que acompanharam de perto ou de longe.

            Mas, desde que voltei a escrever (e feliz pela receptividade) notei que o meu blog não poderia mais ser um diário de uma futura ex-consumista, afinal de contas, já sou uma ex-consumista e não sei mais relatar meus momentos difíceis diante das compras. Além disso, havia um bom tempo que eu vinha prometendo mudanças, anunciando projetos, falando de tudo aquilo que ando pensando e planejando.

            Por isso, muito em breve colocarei “no ar” (adoro essa expressão) o meu novo blog, aquele que vai contar da vida pós-consumismo, de como estou me virando com tudo aquilo que já comprei e não posso devolver. Não apenas vou mostrar e contar, mas também pretendo trocar ideias e fortificar o grupo de futuros e futuras ex-consumistas que estão espalhados por aí.

            No entanto, enquanto o blog não vem, resolvi me despedir falando de algo que não tem muito a ver com o consumismo, mas fala das virtudes, dos sonhos e de quem somos. Por enquanto, agradeço a quem sempre passou por aqui e fico na expectativa de que, de alguma maneira, meus novos projetos aconteçam. Vou deixar o consumistanuncamais por aqui, para que eu (e quem mais quiser) possa voltar sempre que pensar em cair em tentação e para ter um pouco de orgulho de algo que penso que fiz bem. Portanto, garanto que não demoro, volto mais além com o novo bebê que está a caminho.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Desafio dos livros

            Hoje eu fiz uma reflexão um pouco diferente. Não abandonei as aventuras da moda, mas lembrei da parte mais delicada do meu consumismo: os livros. Para quem gosta de ler e sempre frequentou bibliotecas deve compreender um pouco do meu desespero. Livros são a melhor companhia sempre.

            Por isso, propus uma “brincadeira” comigo mesma. Sabe aquela pergunta que sempre fazem: “o que você levaria para uma ilha deserta?” Claro que levaríamos nossos namorados (para algumas seria no plural, inclusive), mas esquecendo deles por um instante, nossas respostas são sempre semelhantes. Considerei que iria para a tal ilha deserta, as pessoas importantes já estavam lá e todos os itens de extrema necessidade também. Minha tarefa era simples: escolher os cinco livros que eu levaria, considerando que não poderia voltar para trocá-los.

            Repetindo, se você, como eu, ama livros e tem muitos deles sabe o quão difícil essa tarefa é. Mas, já que eu que inventei o tal “desafio”, não posso nem ousar reclamar. Fui para frente da minha parede de livros, que é um lugar tão maravilhoso e que me traz tanta paz e tranquilidade quanto olhar para o mar, sair de uma aula de yoga ou entrar em uma igreja. Olhei. Lembrei de tantos livros, tantas histórias e não conseguia decidir.
           
            Claro que eu jamais deixaria as Travessuras da Menina Má, do maravilhoso Llosa em casa. Também inclui rapidinho a delicadeza de Marina, do Luiz Carlos Zafon e nem pensei ao escolher os Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marquez.  Já temos três e nem cheguei ao final da primeira prateleira. Um pouco da moda levaria comigo no livro que indiquei ontem, o mais recente guia de estilo das francesas, Parisiense. Que desespero, só posso escolher mais um e não posso deixar meu Dom Casmurro abandonado e nem mesmo minha trilogia fantástica da Isabel Allende.

            Entrei em pânico, é claro. Como não levar Mário Quintana, José Saramago, Pablo Neruda, Carlos Drummond de Andrade, Caio Fernando Abreu, o saudoso Moacyr Scliar e meus sempre amados Guerra e Paz e Anna Karenina? Nisso toca o telefone e preciso explicar porque estou me torturando desnecessariamente. Ninguém entenderia, nem ele, nem eu, nem ninguém mais. Mas, cá entre nós, eu precisava fazer isso para defender meu ponto de vista.

            Eu sei que precisamos nos desfazer daquilo que está parado em nossa vida, em nosso armário e em nossa estante. Sinceramente? Deixei para trás muita coisa que estava travando a minha vida, mas estamos falando aqui de amores. As histórias que leio são amadas, relidas, contadas, indicadas. Eu as amo, por mais fútil e idiota que pareça. Não me sinto completa sem elas, porque além de tudo o que representam, também foram meu suporte nos vários momentos em que as li.

            Acho que o mesmo se dá com algumas roupas. Por que vou dar um casaco que eu adoro apenas porque não o usei ano passado? Este ano estou usando e talvez deixarei de usá-lo amanhã, mas voltarei na semana seguinte. Compreendo a lei do descarte e dos excessos, mas sou extremamente contra o descartável.

            Também sei que o tempo vai fazer com que minhas prioridades e meus pensamentos mudem. Quando tiver filhos, certamente abandonarei pilhas de livros para acomodar melhor seus brinquedos e nem pensarei duas vezes antes de esvaziar meu armário para sobrar espaço para eles. Mas, por ora, não tenho filhos, nem necessidade imediata de deixar meus amores morrerem no abandono. Eu já avisei: o dia em que eu me for, doem meus livros para uma biblioteca (que os aceite) porque não suporto a ideia de imaginá-los sozinhos e abandonados. Sei que quando acontecer nada disso importará, mas são meus apegos, estou cuidando deles e tentando remediá-los.

            Como tudo na vida, ser consumista e consciente demanda muito mais do que uma decisão repentina. Amadureço ideias, já passei muita coisa adiante, mas se eu fosse para uma ilha deserta pediria a J.K.Rowling a bolsa sem fundo da Hermione para colocar todos os meus livros e fazer de conta que estava levando apenas cinco. Enganaria o moço do controle de bagagem. No entanto, uma coisa é definitiva no momento: Marina e a Menina Má jamais seriam deixadas de lado.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Dica de leitura

Só para não ir para a cama sem registrar nada. Falei mal dos manuais, mas se tem um que eu recomendo e curti muito, além de ter lido de uma só vez, é esse aqui:



            Primeiro, temos muito a aprender com as francesas. Segundo, o texto é realista, não existe nada de muito absurdo. Basta seguir seus instintos. Terceiro, é um dos pouco manuais nos quais senti confiança. Quarto, não é para ser sua Bíblia, mas é uma ajuda nos momentos mais difíceis. O meu vive na cabeceira, na bolsa, na estante, onde quer que eu vá...vale a pena o investimento! Até amanhã, queridos e queridas consumistas!



Reinventando uma peça do armário

            Eu conheço a regra do descarte. Não devemos manter em nossa casa e em nossa vida aquilo que não usamos mais ou que não combina mais com quem somos. Apoio (e muito) essa causa, no entanto, quando o assunto é moda, acredito que “quem guarda tem” e isso pode salvar muita gente do impulso de consumir.

            Conforme prometido ontem, vou mostrar algumas ideias que eu tive e pude registrar de como transformar uma peça do armário (na verdade um acessório) e não perder tempo. Sei que esses dias falei que as pessoas da “blusa, calça jeans e sapato de salto alto” pareciam “comuns”, mas estou falando de certas pessoas específicas, não estou criticando os fãs do trio salvador de qualquer hora. Também eu adoro calça jeans e uso sempre que posso, mas não precisa ficar morno, sem sal, sem vida, sem um toque de criatividade.

            A minha opinião, que é de quem tem conhecimento popular, é a seguinte: moda está muito mais relacionada ao cotidiano, ao saber brincar, ao arriscar do que a seguir qualquer cartilha por aí. Pensar no que vamos vestir amanhã economiza tempo e ativa os bonequinhos da criatividade que carregamos, e por mais simples que uma ideia pareça, ela pode dar muito certo.

            Mas, vamos ao acessório. Eu adoro cintos, de todas as cores, formas e tamanhos, porque vejo quanta diferença ele faz em um look total. Mulheres, somos donas de um corpo sinuoso, não precisamos querer virar tábuas ou coisa do gênero. Vamos usar o que temos e somos a nosso favor, certo? Por isso, cinto é peça quase sempre obrigatória para mim. Quem assistiu ao vídeo pôde conferir o número expressivo de cintos que tenho, e muitos deles estão fazendo seus quinze anos ou mais. O caso deste aqui:





           Ganhei de presente há uns quinze anos e foi um dos primeiros cintos que ganhei. Observem o quão atual ele é, apesar de ter sido comprado há tempo.





                    Resolvi brincar:


              Mudar o visual da carteira:



             E arriscar uma pulseira nova:




      
         São ou não são idéias simples, que podem mudar o básico? Além disso, aprendemos a usar o que temos no armário sem precisar comprar novidades. Se você é consumista, provavelmente tem um número infinito de roupas, acessórios e tudo mais. Descarte aquilo que é número 38, se você usa 42. Passe adiante aquelas roupas compradas por impulso e que não tem NADA A VER com você. Fique com o que realmente gosta e experimente reinventar o que tem sem precisar de uma comprinha aqui e outra ali. Como você acha que eu e tantas outras consumistas por aí sobrevivemos ao rehab sem poder comprar? Usando a criatividade. Aposto que no momento em que eu postar esse texto já vou ter tido outra ideia de como usar o meu cinto.

E vocês, o que vão reinventar hoje?


terça-feira, 27 de março de 2012

Resultado do teste

            Agora que todo mundo teve tempo de pensar bem e responder ao teste, aqui divulgo os resultados, bem mais sinceros do que aqueles das revistas e muito mais pertinentes ao que é verdadeiramente real em nossas vidas. Vamos ao que interessa:

            Se você marcou A em todas as situações, sinceramente, volte aqui e veja se o meu sacrifício e a minha reeducação pode ajudar ou inspirar de alguma maneira: http://www.consumistanuncamais.blogspot.com.br/2010/08/diario-de-uma-consumista-que-quer.html.

            Se você marcou B em todas as situações, não estamos na pior, porque embora o consumismo tome conta de você, sabemos muito bem o porquê...quer ler um pouco para ver se consegue sentir o mesmo que eu senti? Comece por aqui: http://www.consumistanuncamais.blogspot.com.br/2011/01/algumas-verdades-sobre-o-consumismo.html

            Se você marcou C em todas as situações, então estamos falando em um idioma que começa com quase. Você é quase uma ex-consumista. Você quase consegue fugir das liquidações. Você está quase no caminho certo. Que tal espiar isso: http://www.consumistanuncamais.blogspot.com.br/2011/05/deixe-o-tempo-passar.html

            Agora, se você está decepcionado (a) com a minha propaganda exagerada do blog, fique calmo (a), porque não estamos prontos ainda.

            Eu me diverti muito criando o teste. Não porque eu esteja atingindo o ápice do egocentrismo de achar minhas piadas engraçadas, mas porque eu me sentia em cada uma daquelas situações e, aposto alto, conseguia imaginar muitas pessoas marcando alternativa B com vergonha de confessar que está no estágio A. Consumir desvairadamente é doença que criamos para nós mesmos. Na verdade, é consequencia de uma série de insatisfações com o universo.

            Sei que não estou só quando o assunto é a incompreensão humana. Não sabemos bem como agir, o que dizer, o que pensar, como fazer para absorver tanta informação e tanta atualização a cada minuto. O fato de estar aqui, neste blog, falando de um assunto extremamente pessoal, expondo para um número impreciso de pessoas, mas sabendo que muitos compartilham a mesma ideia que eu, é um tanto quanto bizarro. Há quinze anos, certamente daria risada se alguém me dissesse que eu faria um diário virtual. Aliás, o que era esse tal mundo virtual mesmo?

            Não bastasse tudo isso, contamos agora com o apoio da mídia, que nos mostra quem devemos ser, que música ouvir, que livro ler, que roupa usar e que compra fazer. Não sei vocês, mas me sinto uma espécie de robô. Um dia amamos Adele, no outro ela já é música antiga. Agora devemos ler os livros de culinária, mas amanhã é a receita da dieta dos pontos que está valendo. Não sei para onde seguir, e aposto que somos muitos.

            Dessa forma, criamos a solidão digital e o universo inteiro não sabe mais viver sem essa situação toda que eu descrevi. Não podemos sequer fazer compras em um supermercado se o sistema estiver fora do ar. Dá um medo, não é? Não somos nós, heróis poderosos, quem controlamos o mundo, mas uma criação nossa manda e desmanda em nossas vidas. É de deixar qualquer um maluco.

            Por isso, em meio a tanta loucura, tanta novidade, tanta ausência de momentos reais, somos atirados aos vícios. Uns viciam na droga, outros no álcool, uns tantos na comida e nós, infelizmente, nas compras. Comprar deveria ser necessidade e não diversão, distração ou compensação. O mesmo vale para a comida, mas deixo isso para os outros, meu negócio é o consumismo.

            Agora, cá entre nós, senhorita ex-consumista, depois de tanto “bla-bla-bla”, de que adiantou perder tempo fazendo aquele teste? Veja bem, só podemos resolver um problema se soubermos qual é. Só respondo a uma carta se puder lê-la primeiro. Assim, só resolvo o consumismo e reeduco meus hábitos consumistas se eu conhecer bem o meu vício.

            Talvez alguns deixarão de ler este blog. Espero que os outros voltem. Eu prometi desfazer alguns preconceitos e ajudar em alguns problemas. Pretendo cumprir minha promessa, mas vai levar algum tempo. Eu sugiro voltar amanhã, depois de amanhã, semana que vem e sempre que puder. Cada dia vai ajudando um pouco, vai clareando as ideias e mudando a consciência. Eu já tenho compromisso marcado para amanhã, neste mesmo blog, com uma idéia muito bacana de como redescobrir uma peça de roupa.


Teste o grau de seu consumismo

            Muito provavelmente a pessoa consumista sabe de seu vício desde sempre e, apesar de negá-lo, vez ou outra admite que compra demais. No entanto, para fazer uma mudança definitiva no modo de encarar as compras necessárias e o consumismo exagerado sugiro que seja identificado o grau de consumismo. Como? Em um teste de revista feminina, com direito a marcar no caderno a letra escolhida, somar o total de pontos e ler o resultado mostrando um ar de desdém, embora as palavras nem sempre mintam.

            Por isso, folha de papel e caneta à mão, vamos ao que interessa, neste “livre de regras e longe de milagres” teste consumista.

            TESTANDO O GRAU DE CONSUMISMO.

1) Situação moderada: você decide ir ao cinema e resolve chegar uma hora mais cedo para dar uma “olhada nas vitrines”. Depois de uns cinco minutos, dá de cara com uma enorme placa que diz: PROMOÇÃO. ATÉ 80% OFF. O que acontece com você?

a)      O coração salta pela boca e voa direto para a loja, onde perde a hora, o cinema, o dinheiro e o juízo. Sai algumas horas depois, com sacolas de compras, a faca no peito (porque o prejuízo foi grande) e o coração esfolado.
b)      Passa umas cinco vezes em frente à loja e trava cada vez que pensa em entrar...depois de muito pensar, e provavelmente falar consigo mesma, entra e enlouquece! Escolhe vinte peças e leva dez. Já na saída sente o remorso, mas pensa que, ora bolas, ninguém tem nada a ver com isso. Acaba desistindo do cinema.
c)      Entra na loja, olha tudo, escolhe uma ou duas peças e pondera: será que preciso mesmo? Acaba por levar uma, paga à vista e sai da loja se sentindo um pouco culpada, mas compra a pipoca e olha o filme, sem peso na consciência.

2) Situação alterada: depois de conversar com uma amiga super antenada em tendências de moda, fica sabendo que a saia longa vai continuar abalando no próximo inverno e começa a entrar em pânico, pois além de não gostar de usar saias, tem pavor de não saber combinar a vedete fashion. O que fazer?

a)      Decide mobilizar todas as conhecidas, perguntando se elas têm uma saia longa. Diante da afirmativa, corre para o shopping e compra duas ou três, mesmo que o espelho tenha torcido o nariz a cada elogio da vendedora. Arrependida, deixa as saias paradas na sacola, sem tirar a etiqueta e passa o inverno todo usando calça.
b)      Corre para sua loja favorita e pede à “sua” vendedora que ajude a escolher um modelo que fique legal para você. Ela acha todos os tipos e acaba convencendo que uma na cor preta, discreta e sem enfeites vai ser a peça ideal para começar um caso de amor com as pernas de fora. Vai pra casa, usa uma vez, detesta e abandona a pobrezinha ao pó do armário.
c)      Resolve passear no shopping para ver se alguma saia longa chama sua atenção, mas acaba por achar uma promoção de acessórios, compra um cinto, um brinco e um anel e esquece da saia. Continua sem usá-la e carrega a dúvida se ficaria bem ou não em seu corpo.

3) Situação fora do controle: na reunião do trabalho foi reduzida à zero, brigou com o namorado e não consegue parar de comer doces, mesmo que esteja fazendo a dieta da Kate Middleton. Resolve que é hora de se distrair e fazer umas comprinhas. Além da culpa, o que mais volta na sua sacola para casa?

a)      Entra em todas as lojas de departamento, gasta todos os limites de seus cartões e parte para o cartão de crédito. Compra uma blusa de cada cor, mesmo que seja um número menor, afinal de contas, a dieta vai ter que servir para alguma coisa. Chega em casa exausta, toma um banho e tem vontade de chorar só de olhar para as sacolas, mas é tarde demais. Amanhã é um novo dia e quem sabe haverá uma nova ida ao shopping.
b)      Vai à loja favorita (outra vez), conta o drama para a vendedora enquanto ela abastece seu provador com as últimas tendências e, tocada pela gentileza da moça, você acaba comprando uma porção de peças que nem experimentou. Troca tudo no dia seguinte, e se vê obrigada a gastar o valor com outras peças.
c)      Liga para as amigas consumistas e vão ao shopping. Experimenta tudo e se diverte ao vê-las comprando tudo. Acaba levando para casa uma saia na promoção e promete a si mesma que amanhã não comprará mais nada.


O teste foi reduzido, é claro, porque ninguém teria muita paciência em ler um post inteiro. Pense bem nas respostas e anote tudo. O resultado virá no próximo post!